sábado, 14 de maio de 2016

O cego é aquele que tudo vê

 Na conjuntura atual que vivemos, a política e a economia estão abraçadas no fundo do poço. Todos querem dar seus “pitacos” e na maioria, quase totalitária, das vezes sem apresentar qualquer conhecimento. Às vezes me pergunto, será que existe alguém certo? Ou pelo menos trançando pelo caminho que teoricamente seria o correto? Intelectuais, pseudo intelectuais, artistas e artistas frustrados, anencéfalos e sem tetos, pessoas comuns e pessoas incomuns, reis e rainhas, lulas e polvos, sempre falam como se fosse os donos do mundo, com a certeza inabalável e com uma irresponsabilidade de da dó. Pessoas se desmantelam e se rebelam ao ler ou escutar um comentário, que na verdade não significa absolutamente nada. Esses seres, fazem simplesmente algumas apresentações circenses e esperam ganhar aplausos de seus fiéis seguidores. Precisamos nos reinventar na maneira de comunicar e o poder apelativo que a mídia oferece merece sofrer alterações condizentes com as alterações que nosso momento merece passar. Enquanto isso a terra não para.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Rumo Incerto

Algum lugar -MG 2014 - Fred Cordeiro
Foi  o passar dos anos e de repente me vi relendo o que a anos não lia. Como num simples piscar,  num mesmo centésimo de segundo, caí de pára-quedas no dia de hoje; o pouso foi bem suave, talvez de uma maneira que jamais imaginaria, os ventos turbulentos não me incomodaram, plainei como gavião real, observei como o condor dos Andes e pousei no lugar que parecia marcado, bem no centro do círculo. Profissão, família, filhos, cães , casa, jardim, o sol e chuva como sempre, não tinha arco-íris, mas tinha meu caminho, é uma estrada real, e claro que  usei e abusei. Meus planos nunca foram feitos, pode ser que seja isso meu grande segredo; irresponsabilidade com responsabilidade, dizem que é meu lema, ainda não afirmo, e nem "desafirmo". Que plano que nada. Amanhã é amanhã, dependendo ou não de hoje. Pode ser que nunca mais volte. 
Enquanto isso a terra não para.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Hoje e amanhã





Peco como nunca mais pequei, planto e colho as flores da primavera passada, os cheiros não existem, os olhos não abrem por completo. O céu acinzentado, a névoa fria e intermitente. As formigas fazem suas casas em outro locais, as 4:16 da tarde. A música vem em outra língua. A larva devora com a mesma pressa que você anda pelo centro da sua capital, questão de sobrevivência e de sapiência. São Francisco encanta os devotos, os mortos estão na moto caindo perto pelo precipício. Coisas distintas em fases iguais, tudo encana e encanta, a moeda tem vários lados e o dado de 6 lados para sempre no ímpar. Se as coisas acontecem assim é porque as coisas acontecem assim. A luz acesa, a conta do mês, o combustível a 3 e a vontade de chegar lá. E tudo vai acontecendo e a gente vai morrendo, ou mudando, ou vivendo, ou nascendo, enquanto isso a Terra não Para.

sábado, 23 de abril de 2011

A verdade do Sol



O sobe e desce das almas, entre o purgatório e o olimpo. O trânsito fica pesado quando ocorre essa transgressão, ninguém mais sabe onde fica e para onde vai. As coisas certas e outras erradas fazem o caminho se abrir ou fechar, depende do labirinto que você traçou. A verdade se torna mentira e a mentira do dia é falar em ser Eu, mas tudo que você quer é que o Eu seja Você. O mito ficou pra traz, a Realeza ficou pra traz, agora existem almas sem almas, agora são vidas sem serem salvas. O sinal continua vermelho e o trânsito continua pesado, vou chamar o guarda, o guarda segredos e contar a ele todos os males que existem. Somente assim livraremos do mal.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Real ou não?



O eco na sala, o zumbido bem lá no fundo do ouvido, o estridente choro agudo, a fala confusa e continua, o sons se confundem na mente. A pausa e a pergunta. O Otávio é só banho? De volta a terra! Ufa! Pensei que era outro planeta. De volta à vida real. Corre, anda, atende, fala, fala, fala e senta.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Transparência?


Na hora do almoço, em frente ao vidro transparente, vejo todos os transeuntes passando com a pressa que eu também tenho. Indo e vindo, de um lado e de outro; direções contrárias e cabeças ao avesso. Não tenho muita condição de entender essa vida que só leva as pessoas ao extremismo de pensar em correr, trabalhar, ganhar e morrer. Queria que todos fossem em uma só direção, a direção do amor, do prazer da vida. Viver bem é meu primeiro partido político, tenho outros também, só sei que a esquerda não me atrai.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Quanda a vontade vinga.


Hoje eu acordei sem a vontade habitual de fazer as coisas que eu faço, peguei o relógio que gritava e apostei com ele que eu ganharia mais 60 minutos, fui o vencedor; depois, fiz o que quis sem importar com os telefones que chegavam. O dia não venceria sem minha convicção. Meu poder de convencimento em cima das horas ganharia, e ganhou. Sem terminar o dia, já vibro com meu primeiro lugar, sabendo que ainda a noite não veio, e nela quero repetir minha posição, não deixando a rotina e o tempo ganhar. Aproveito os momentos como quase ninguém, numa disputa comigo mesmo. Eu ganho. Isso que é ser competidor, na briga do Eu com Eu, Eu venci. E que assim seja. Amém.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

O som da meia noite


Enquanto o ponteiro dos segundos teima no seu sentido circular e homogêneo, o mundo despreza toda essa voracidade e parte pra individualidade coletiva. Essa é a nova fase. Como se fosse um vídeo game dos aos 80 em que a transformação dependesse somente de tudo aquilo antes ocorrido. O presente se tornou o passado antes mesmo do hoje acontecer, o futuro antes lembrado como uma hipótese, hoje se tornou o presente; e o que virá depois? Não temos designação, nem palavras escrita no Aurélio para poder nos mostrar o que vem depois do futuro, somente a certeza de que não será mais o futuro. O intercambio interpessoal se tornou tão avassalador, que o pensamento individualista se camufla com a individualidade dos outros. Ninguém mais sabe o que quer, nem o que fazer. A identidade foi perdida. O futuro foi exterminado.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Jabulani!!


Todo o Mundo se volta para o sul da África, a Jabulani é jogada pelo ex presidiário e uma onda como um tsunami avassalador prende a atenção do mundo. A expectativa cresce, quando os gritos começam a sair, dúvidas sobre o melhor e o pior ressoam pelas vozes dos rádios e TVs. O matador, a muralha, a zebra, o craque e o conjunto; esses sim são os grandes “Big Five” do momento. Quem não gostaria de vê-los?
Mas nem tudo é festa para mim, a fragilidade de um povo é maquiada para o mundo não perceber. Uma dança forçada e gritos num zulu desconhecido mais parecem um protesto que diz: Ajudem-nos, do que somente a beleza de uma cultura pouco conhecida.
Entre a glória e o desespero, entre a vida e a sobrevida, entre os zulus e a Jabulani, que vença o melhor, que o povo melhore. Que tudo melhore a ponto de todos gritarem: We are the champions, my friends.

700 km/hr



O tempo não para de correr, e eu, sem querer ser o amigo mais leal do tempo, sigo nessa correria que não pode parar. Anteontem a noite estava a quilômetros de distancia de saber o que seria ontem, e ontem estava sem definir o que seria hoje. E nessa indecisão, sem querer saber e sem querer planejar que eu sempre quero ficar. Nem sempre a incerteza é vantagem, mas quando a incerteza dá certo o prazer é recompensado em dobro.

domingo, 18 de abril de 2010

Crônica da vida real

O dia parece normal, a noite sempre é anormal. Como eu gosto do obscuro e do escuro escolho a noite para viver. O sol foi embora e nem sempre a lua vem, mas o mais importante que a noite sempre aparece e de uma maneira sutil e elegante; ela comparece sempre com uma sonoridade que somente ela sabe fazer. Minha prece que nunca é feita, parece ser atendida. E eu como sempre, estou noite adentro, esperando que ela não vá, mas na hora que tiver que ir, que volte amanhã, da mesma maneira, bonita e escura mas com a clareza que os dias não têm.

domingo, 28 de março de 2010

Olhando, olhando...

Quero pedir alta da fala, ou mesmo querer passar a minha vez. Pulo a minha parte pra poder escutar melhor e entender o que sempre eu quis saber. Busco encontrar a fórmula do certo e do coerente, e entender o que se faz quando se para um jogo, ou mesmo quando acaba a luz. Quero ver as pessoas viverem e olharem mais nos olhos e cada vez menos pensar no silicone e no botox novo. Quero ser romântico sem ser cansativo, quero se homem como sempre sou, sem parecer preconceituoso. O sol nasce e morre todo dia, por mais que os dias não sejam iguais.´Eu sou eu e você é você. Vivo no mundo que é meu, é seu e é nosso.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

F.R.E.E. - D>

Domingo tranquilo, sem compromisso, isso é raro de acontecer. Nó fim de mês, como é de costume já sou freguês. Freguês de mais um mês, com contas, noites e tantas. Não consigo mais parar, quando estou tranquilo dessa maneira, meu coração dispara, parece que tudo tem efeito reverso, sinto a respiração e o coração descompassados. Nem a chuva que teimava em cair nos últimos dias e que agora desaba me faz desconcentrar. A palpitação é um sinal, entendo que um sinal pra reconhecer o meu próprio mundo, que gira, galopeia e freia. Os sons agudos dos talheres ressoam no tímpano, e isso, me da mais uma amostra da nossa força interior, que unidas, compassada ou não, me torna uma pessoa tão igual e tão diferente de todos. Gosto de estar ligado a tudo, ou ligado a nada, o estranho é que tudo que penso me parece estranho. Você já parou pra pensar que Mundo é esse? Qual é o sentindo de dormir e acordar? A busca diária da sabedoria faz com eu tenha cada vez mais a vontade de entender as causas e as justificativas de tudo que acontece ao meu redor e ao redor do mundo. Eu sou Eu, e vivo sempre ao lado da satisfação própria.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Tudo acontece apenas na hora do almoço


Nessa hora e meia que saio, o mundo se transforma numa rapidez incontrolável. Esse tempinho que é menosprezado por esse diminutivo, parece uma eternidade. Acho que temos que rever essa forma de calcular nosso tempo. Estou na hora do almoço, não posso mais ficar por aqui, tenho que ir. Esse tempo me deixa estranho, queria viver sem tempo. Ah. Por falar em tempo, hoje o tempo é meu. Depois eu tento voltar a explicar.

domingo, 6 de dezembro de 2009

EUforia


O inverno tenebroso e assombrado me calou; nada que seja tão ruim assim, só me deixou sem o tempo habitual que eu tinha quando escrevia mais vezes. Hoje em dia escrevo mais nos quadros negros do que com o teclado, parece uma inversão de valores para os dias atuais. Ledo engano. A experiência de atuar ensinando me faz aprender coisas inimagináveis, e me ajuda a buscar cada vez mais coisas sobre o céu e a terra. Sempre soube da euforia do começo, por esse motivo, que sempre gosto de estar começando, porque viver na euforia me motiva na busca não só da batida perfeita, mas na busca do sincronismo entre ser, viver e querer.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Hoje eu quero escrever uma música, que fale das coisas impossíveis de se enxergar. Hoje eu quero ter tudo aquilo que eu sempre quis, como viver sem ter que sonhar ou sonhar sem ter que acordar. Quero entender os outros sem querer muito questionar e falar a vontade sem ter no que pensar. Gostaria de mudar minha língua, para outra que acabara de acabar, ou mesmo inventar palavras e nelas eu próprio me instalar. Queria ver o mundo como um quadrado sem me assustar, ver o sol e a lua juntos, subindo ao altar e festejar junto com as estrelas, me gabando de saber cantar e também aprender não só amar, mas também ensinar a amar. A música ensina a encantar e as letras ensinam a entender... se quem canta seus males espanta, quem cria seus males exteriorizam, enviam pro mundo real e mostram uma face oculta, nem tão pro bem, nem tanto pro mal. A música é o rio que nasce, se encharca e deságua no mar para todos. Quero meu mar, eu já sei amar. Amar a vida, amar a vi, amaravi, amaravilha, maravilha, vilha, vila, vi, vi, vi, vi e vivi. Enquanto o tempo não para!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

A respiração hoje está mais difícil, o ar não está chegando ao pulmão com a facilidade habitual; não sei o que pode ser! Mas isso também não me preocupa, tenho outras situações para pensar. O dia passou como um tiro a jato, quando observei, a noite caia e a TV falava sozinha, a vontade de entender sobre temas que até seis meses atrás eram totalmente desconhecidos, agora era fundamental para o próximo dia. Tenho outras funções para cumprir em pouco mais de 24 horas, mas é assim mesmo. Se eu sou assim, nada de anormal vejo nessa história. Existem dias que poderiam ter mais horas do que as horas que lhe foram dadas. A manipulação em certas situações não me foi revogada. Hoje estou em casa, mesmo sem querer. Acho que minha respiração não vai melhorar por hoje, é melhor continuar a deitar, ler e aprender. Nada pode parar, pelo menos enquanto a terra não pára.
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Essas reflexões, muitas vezes incoerentes para os outros, me faz bem. Nem sempre pelo simples fato de repensar nas ações, mas na maioria das vezes por ver e sentir que um momento de auto reflexão me fortalece. Uns gostam de refletir num divã, outros nunca gostam de uma pausa para se ver e se entender; eu gosto da viagem sem fim, do pulo no infinito. Isso me faz tão bem, me revigora e me alimenta. Acho que daqui a pouco respiro melhor.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Depois de uma longa e cansativa pausa, retorno ao meu nem tão famoso blog.

Num dia como hoje, a idéia de tentar entender as coisas volta à tona, ela deriva em um momento totalmente estranho da vida e bate com força dentro dessa caixa craniana quase que inviolável. Entender as coisas, essa é a questão!
Entendo que o tempo passa de acordo com os minutos ou de acordo com as estações do ano, mas não tenho habilidade de entender que esse mesmo tempo está acabando e que as estações do ano já não são as mesmas estações do século passado. Querer fazer o bem quase todo mundo quer, mas fazer o bem sem querer o mal de alguém é pouco provável que aconteça. Entender porque o vento voa, o pinto pia e a água sempre escoa pode parecer fácil, mas caso apareça tudo ao contrário, todo o mundo acharia normal: o pinto voa, a água pia e o vento escoa, tudo diferente mas qual a importância disso? Tudo é questão de conveniência. Na vida de hoje não basta entender, temos que decifrar, analisar e apostar. Queria apostar nas tão indecifráveis bolsas de valores que quebram uns e enriquecem outros, mas sempre continuam onde estão; queria entender como um choro interminável de uma criança que só quer fazer manha, nunca acaba; queria entender como nossas próprias cabeças nunca param de funcionar.
Tudo bem, não quero respostas não. Eu quero mesmo é sentar e ver o mundo rodar sem ter o compromisso, nem a missão de ter que estragar alguma coisa que não seja o mal.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Tenho uma nova história pra contar: achei um sujeito, eu não lembro a data certa que eu o conheci. Hoje ele é casado no papel, e solteiro na vida, mas nunca viveu num bordel. Dessa forma eu não entendo e também não quero saber os porquês. Casou e mora numa casa que eu teria só se tivesse o que eu não tinha. Cabeça dos outros e decisões eu não discuto, somente presto atenção. Meu amigo, quando lhe vejo e você conta sua trajetória, me comove e me empolga, até a hora de entender a sua verdade. Sou feliz do meu jeito, gosto do meu rock, gosto do meu gosto, gosto da minha vida, gosto da minha gata. Hoje sou feliz e vejo: ontem eu era feliz e sabia. Graças as minhas escolhas fui, sou e serei um simples ser, dotado de bactérias abismáticas que me transformam num super homem normal: feliz, acreditando no amanha e vendo o que melhor acontece na TV. A busca do vale encantado é meu combustível do amanha, viver para ter em mãos o poder não me interessa, eu quero ver o avesso ser tão importante quanto à folha nua e crua. Eu não quero somente uma casa no campo, quero também uma cerveja, uma boa musica, minha linda amada (da minha maneira) e um cigarro (não necessariamente um Carlton, pode ser um fictício). Eu busco e faço isso enquanto a terra não pára!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Eu sou Eu

Hoje eu acordei mais tarde, e quase desisti de levantar. Parei e pensei no sol nascendo, imaginei o pio da andorinha no telhado, pensei na primavera, mas era inverno; a campainha tocou e ouvi um grito da vizinha chamando. Isso tudo me fez pensar no cotidiano e na simplicidade da vida. Pensei em mim, pensei na minha cidade, pensei nesse amor incondicional de tentar mostrar a virtude do bem.

Chega disso, estou indo longe de mais, minha habilidade de escritor termina quando acordo e vejo que Eu sou Eu e nicori é o diabo. Como dizia e cantava o velho e bom Raul:

Eu sou eu, nicuri é o diabo.
Eu sou eu, nicuri é o diabo
Eu sou eu, nicuri é o diabo
Eu sei quem sou. E por onde vou.
Eu sei quem sou. E por onde estou.
Eu agüento a barra. Limpa ou da Tijuca.
Se vou lá no fundo. Fundo a minha cuca.
Cucaracha cha-cha-cha-cha.
Mas...

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Globalização berço capitalista



O tempo realmente não pára, e por isso que nada nessa terra é eterno, estou falando nisso simplesmente pelo fato que no mundo de hoje nada se parece com o mundo de ontem. O capitalismo aterrissou e dominou a terra, e com isso, pessoas e sociedades foram se adaptando de tal maneira que chegaram a uma unidade comum, a globalização, e nossa imensa bola azul, que se divergia em diferentes classes e métodos se unificou, e tudo virou uma simples e imensa bola de fogo, onde a única coisa que se importa é o Dinheiro, escrito com D maiúsculo. A globalização é sinônimo de capitalismo e o capitalismo é sinônimo de dinheiro. Até esse ponto não temos novidades, e daqui pra frente? O tempo não pára, tudo se torna flexível a partir de sua criacao. O dinheiro, o capitalismo, a globalização serão e estão sendo moldados de varias formas. Qual será a forma que irá prevalecer? Vou só refrescar a nossa memória com algumas variáveis que se encontram em plena mudança! Petróleo, energia, sociedade, poder, epidemias, descobertas, interesse, etc, etc, etc........... Qual será a cena do nosso próximo capítulo?

terça-feira, 28 de abril de 2009

Colapso ou não?


Todos acordaram com a sirene tocando. Alarme, alarme! A população corre perigo, dizem os jornais! Uma epidemia está à solta, a pandemia está atingindo quase o grau máximo. Expliquem-me a novidade! Isso não é nada novo. O ciclo vicioso da Terra já existe a milhares de ano. Passa século, passa anos e as doenças vêm e vão. Matam, ensinam a superar, somem e reaparecem. Quem nunca ouviu falar em Peste Negra, na morte por rubéola, na cólera dizimando populações, doenças fazem parte da vida. O vírus mudou e adaptou ao sistema humano, vai matar sim, mas também será superado. O vírus mata, a guerra mata, a vida mata. Queremos viver com informações corretas, sem laboratórios interessados na propaganda, queremos água limpa, queremos chegar primeiro enquanto a terra não pára!

quinta-feira, 16 de abril de 2009



Se o invisível nos parecer ser o Mundo que nos rodeia, eu quero ver esse invisível, eu quero entender o que não vejo e sentir o que não posso. Mostra-me esse lado obscuro e me livra dessa visão limitada que tenho, não quero viver vendo somente aquilo que me rodeia. Eu quero ver o impossível, eu quero ter uma visão supersônica, que consegue ver tudo e todos em um tempo só. Eu quero ter a visão de um felino para enxergar o instinto bem lá na frente, quero ler a mente e enxergar os interesses de quem não quer ter interesse. Eu quero a visão telescópica, para ver a lua na sua composição mais crua e também quero ver o sol com seu fogo que nunca se apaga. Quero ver ao invés das fisionomias, os corações, mostrando as verdades na hora de pulsar. Eu quero enxergar as coisas como elas acontecem na mais pura composição. Eu quero ver e enxergar, eu quero ver e viver aquilo que eu vejo, não quero ser um cego que enxerga, eu quero ser o olho que vê, vive e sonha.
O tempo é importante pra se reciclar, quem dá tempo a alguma coisa volta revigorado, com sentimento novo. Por isso estou de volta, não sei se por muito ou pouco tempo. Só sei que hoje eu voltei, eu voltei. Mas o mundo no pára... pelo menos por enquanto!

quarta-feira, 18 de março de 2009

Homem Natureza e Doença

Com a evolução natural, que nunca parou de acontecer, mudanças nos hábitos sociais, alimentares, culturais entre outros, fez com que novos sistemas fossem ressurgindo e automaticamente se reorganizando, trazendo com isso novos problemas e, também, novas soluções. No passado, as doenças eram outras, as prioridades eram outras, o tratamento e o estilo de vida eram compatíveis a aquela época. Se tudo aquilo fosse usado nos dias atuais com certeza o efeito não seria o mesmo.
Na relação humana com a natureza, observam-se diferentes e contraditórios pontos de vistas, entende-se que a destruição está diretamente relacionada com o inicio de outra forma de vida. Em qualquer ambiente onde houver uma nova vida, a destruição ocorreu. Isso porque a tríade: produto, processo e transformação, fazem com que qualquer coisa que fora destruída possa ressurgir como algo novo. Seja o que for.
A relação homem e natureza sempre foi de grande intensidade, ora o homem buscava na natureza a solução, ora buscava a causalidade. Mas o homem nada mais é que a própria natureza. Se o continuísmo desenfreado da destruição não for pelo menos repensado o resultado para o próprio homem pode ser o desequilíbrio não esperado. Isso porque o homem usa a natureza como o único fornecedor de matéria prima, onde tudo que ela oferece é usado para ser transformado em algum tipo de produto, passando por processos de transformações. Se essa relação, Homem – Natureza não estiver equilibrada, haverá falhas no processo de transformação. Equipara-se com a Lei da Oferta e Procura, quando há falha em algum ponto da cadeia alguém sofre as conseqüências.
Na epidemiologia atual a compreensão do processo para descobrir uma doença é representada por vários fatores. A multicausalidede junto com a variável social tem papel fundamental nesse processo, determina por meios de causas inter-relacionadas dentro de uma mesma população a característica das doenças presente. A partir de então serão determinada freqüência das doenças, relação doenças e grupos populacionais, incidência, mortalidade, morbidade entre outras variáveis. Após essa fase de busca das variáveis ações preventivas e de controle poderão ser determinadas para se manter o equilíbrio das doenças numa certa região.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Eu matei o presidente.


Eu matei o presidente. Pronto está resolvido. O presidente está morto. Depois disto é só chamar a imprensa. Hahahahahahhaha! Saiu na primeira página do jornal, saiu no jornal nacional, eu matei o presidente.
Essa é nossa imprensa, pobre coitada, acredita em tudo. Acredita em duende, acredita em coelhinho da Páscoa, acredita sim! Acreditou naquela branquela brasileira na suíça, por que não vai acreditar em mim! Até o Lula acreditou na brasileira maluca, falou em dar apoio e tudo mais. Acho q foi por isso que eu matei o presidente. Se você não acreditar em mim, liga pra ver o jornal, compra na banca, será que nele você acredita?
O brasileiro acredita na imprensa, que acredita na mentira.
O brasileiro acredita no Lula que acredita na imprensa.
O brasileiro acredita no Brasil que é uma mentira.
Nem toda unanimidade é honesta, nem tudo na imprensa é mentira.
Ser Honesto é buscar a verdade, acreditar em tudo é buscar a mentira.
Busque sua verdade, dentro da realidade, enquanto a Terra não pára!!

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Carnaval, Brasil e todo mundo, menos um.

Se todo carnaval tem seu fim, o meu chegou a tempo. Tudo que passou foi aproveitado dentro do seu limite. Nos dias de hoje, o meu carnaval tem o significado de um dia que precede o outro, ou seja, nada a mais que dias normais. A explicação pra isso tudo pode vir da idade, que vai avançando e a euforia carnavalesca vai sendo proporcionalmente contraria a experiência vivida; pode ser do comprometimento, que antes irrelevante e insignificante, mas hoje, antes de qualquer coisa, é levado a sério, mesmo que alguém não acredite. No momento atualizado, o meu carnaval não teve o fim trágico, teve o fim teórico e talvez tivesse o fim explosivo que você esperava, mas essa explosão deu lugar a um sentimento nunca imposto. Carnaval não é mais deslumbre, carnaval é visão, paciência e emoção, passei meu carnaval com uma tradução inédita e uma percepção romântica, por isso todo carnaval tem seu fim e também tem seu inicio e meio.

Se todo carnaval acaba numa quarta feira de cinza, me abstraio do religiosismo por um instante e sugiro que a vida se torne, ao invés de cinzenta, mais amarela, vermelha ou azul. E com isso, todos podem conquistar as diversas cores sem nos privar de nada, absolutamente de nada. Se a carne é pecadora, por que não pecar hoje? Se a abstinência é a salvação porque se abster somente nos quarentas? Minha cultura impõe respeito pelos outros, mas não impõe respeito por minhas convicções.
Pensar e refletir me faz bem, pelo menos enquanto a terra não pára!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Samba e carnaval, nós somos os caras de pau.

Nas proximidades de chegar mais um carnaval, o país já está praticamente parado. Ninguém quer trabalhar, todo mundo quer viajar.
Quando chegar à hora, todos vão sambar, mas voltar pro batente que é bom, ninguém quer pensar, só pensam em adiar.
Querem enforcar a quinta e a sexta, só dois dias a mais, não faz mal.
Querem beber, cantar e sambar, tudo isso ao mesmo tempo, porque o mundo pode acabar.
Está decretado e já foi declarado: no carnaval quem trabalhar está sendo o errado.
Viva o povo brasileiro! Que povo alegre e feliz!
Enquanto a China tem dois feriados por ano, o Brasil tem carnaval do começo ao fim.
Certo ou errado, eu não estou aqui pra discutir, só queria entender essa tal cultura, que quando pega, ninguém muda, ninguém segura.
Esse é meu país, adora o samba e vive sempre na corda bamba.
Meu Brasil, brasileiro, ainda não é um país estrangeiro, já pensou se fosse japonês ou inglês?
O povo assim é feliz, vive bebendo e sambando, não tem nem tempo pra se preocupar se amanha a comida vai faltar.
Se você pensa que o carnaval é só em fevereiro, se enganou mais uma vez, o carnaval é o ano inteiro.

Cuidado! O carnaval não vai acabar, enquanto a terra não pára.


Obs.: A palavra carnaval originou-se na idade média, quando a Igreja Católica, estabeleceu a Semana Santa, e quarenta dias antes (quaresma) era o período de jejum, por isso surgiu o Carne Vale, ou o Adeus a Carne, antes de iniciar a quaresma.
*Explicações sobre a história do carnaval serão bem vindas.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

História sem fim


Estamos no século XXI, ano 2009 D.C., nossa, como o tempo passou! Outro dia mesmo, nem existia Homo sapiens, éramos Homo erectus. Crescemos mesmo! O erectus virou sapiens, e o tempo voou. Povoamos as vilas, formamos cidades, viajamos e dominamos. A terra estranhou, passou de um continente unido pra continentes banhados e alagados. Ela também esquentou, esfriou, esquentou e esfriou e com isso dilatou. Chegaram os Enviados e com eles a Fé ficou mais clara ou às vezes escura. Teve Colombo e Vasco, teve Constantinopla e Roma, teve Inca e Astecas, teve Escravos e Reis. Bilhões de anos do inicio, e era só o inicio. O fim não existe, não haverá desintegração, não haverá regressão. Viva Darwin (150 anos da teoria da evolução), viva a Carmem (100 anos da aparição), viva o inicio (hoje é o dia do começo, amanhã é dia do começo, depois de amanhã é dia do começo). Esse começo é sem fim, enquanto a terra não pára.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Tradição sem opção


No zumbido do ventilador ou na sirene das ruas, as horas passam, e na televisão os assuntos são os mesmos. Domingo é dia do nada, não temos conteúdo pra ver, só temos comida no forno e uma cerveja na geladeira. Se todo domingo é domingo, não quero mais saber do domingo. Eu quero um dia diferente, onde as coisas seriam imprevisíveis. Quero acordar cedo, sem a ressaca que parece insistir do sábado à noite; quero ligar a televisão e assistir um show dos Rolling Stone, ao invés, de assistir uma corrida programada ou mesmo ver aquele jogo de vôlei patrocinado por um banco qualquer. Na hora do almoço, o domingo sempre trás a lasanha, eu até abriria mão, só pra comer meu feijão e tirar o gosto com aquele suco melão. Pra continuar a saga, uma dormidinha é a tradição, como estou em busca da imperfeição, quero sair pra ver a Jurema, pode ser pra ver a Filomena, isso não me importa, quero fazer o que não existe, deixa pra lá se lhe parecer inconsciente. Como domingão só tem domingão, eu finjo não ver a televisão. Se eu pego o remoto logo ele vira terremoto, tudo que aperto vira explosão, ate chegar as quatro, de quatro as seis, de quatro as oito, só tenho olhos pro gramado, não me importa quem entra em campo, o que importa é a tradição do domingo que continua me consumindo. A noite chega e meu dia passou como eu estivesse dormindo. E agora na hora de dormir? Como que eu faço se eu passei meu dia dormindo? Pensar aos domingos virou um esporte, isso pode ser uma solução pra minha guerra declarada a tradição do dia de domingo. Vou continuar pensando aos domingos, ate achar uma solução. Por Enquanto a terra não pára!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009


Hoje me surpreendi com um telefonema. Foi meu velho amigo, chamando. Ele falava sobre a vida ou coisa qualquer. Em um segundo me falava tanta coisa que nem consigo me lembrar. Perguntou-me sobre o bem ou o mal. Senti saudades, eu vou comprometer a aparecer.
Hoje eu conversei e me esbanjei. Tomei aulas de simbolismo e aulas de imperialismo. Conversei sobre gregos e troianos. Não posso mais me expressar agora, pelo simples fato de sofrer com a demora. Meu teclado é errado, pode ser porque ele vem la do outro lado. Por isso tudo eu sinto. Viva ao meu velho amigo.
Quero que todos ouçam, entendam ou pensam! Como diria o velho e bom Raul:
"Faça, Fuce, Force Mas! Não fique na fossa. Não chore na porta... Derrube essa porta. Que essa chave é torta... -Os meus fantasmas são incríveis, fantásticos, extraordinários. Se fantasiam de Al Capone nas noites que tenho medo. De gangsters. Abusam de minha tendência mística sempre que possíve. Os meus fantasmas tornaram minha solidão em vício e minha solução em Status Quo. Ai! Meu Deus do Céu!. Feliz por saber que só sei, que não sei. Que quem sabe não fala, não diz. Vida, alguma coisa acontece. Morte, alguma coisa pode acontecer. Que o mel é doce é coisa que eu me nego afirmar, mas que parece doce isso eu afirmo plenamente".
Pensem nisso, hoje e amanhã, pq o ontem já passou. Aproveitem enquanto a Terra não pára!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Noite adentro

A discussão é severa, mas a dramaticidade faz parte das palavras. Se encontrar com um ou com outro, não me importa, o que me interessa é viver. Vivo eu me viro, eu gosto cada vez mais do meu caminho; se eu to mal logo me torno um ser anormal e transformo meu dia ou melhor as minhas noites, num momento eclesial. Troco minha paz por minha dúvida, troco a minha boca por minha mente, e com isso quero seguir em frente. Obrigado minha gente, não tenho que soluçar mais nada, meu momento é de silêncio e de nunca ter seu consentimento. Amanhã é um novo dia. Cuidado, cuidado, tome cuidado enquanto a Terra não pára.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

A cabeça em cima e os pés no chão ou vice-versa

A humanidade nada mais é que círculo vicioso. Afirmo e confirmo essa frase baseando no livro que estou lá pelo seu meio. Como tenho interesse por pontos de vistas variados decidi ler sobre mais um ponto. Nele observo, de uma maneira bem macroscópica, que tudo o que acontece tem seu tempo, nada é duradouro ou eterno. Falo isso com a propriedade de quem observa a situação econômica e social atual do mundo, do meu país e principalmente da minha cidade. Ascensão e queda são fatos. Aconteceu, acontece e acontecerá em qualquer tribo, vilarejo, cidade, estado, país ou império. Quem hoje tem o comando, amanha o perderá. Quem é uma potência hoje, amanhã será uma mini potência e depois de amanhã será comum. Não quero aprofundar nisso, porque isso é assunto prá anos luz. Já tivemos gregos, babilônicos, romanos, chineses... ...franceses, ingleses, japoneses, norte americanos como potências inquestionáveis. Comandaram por anos, séculos, mas um dia, numa determinada hora, começaram a se desfazer, começaram a se destruir.
Ai minha Santa Crise! Eu lhe agradeço por viver essa fase de transição! Quantas pessoas vão e vem e nem passam por esse momento. Agora me deixe viver para ver qual será a próxima potência. Ah! Já ia me esquecendo de dizer o nome do livro que eu estou lendo: Uma breve história do mundo (Geofrey Blainey). Isso tudo é muito louco. Ainda bem que acontece enquanto a Terra não pára!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009


Às vezes não entendo a monotonia do tempo. Quando mais imagino que tudo vai passar em alta velocidade, acontece exatamente ao contrario. As horas dos dias passam lentas como os passos das tartarugas, as pessoas me parecem estarem em "slow motion" com vozes destorcidas igual aquela mulher rouca que falava estranho. O tempo está ao contrario e ninguém reparou (parafraseando o poeta Nando Reis, só que troco Seu mundo pelo Meu tempo), mentira, na verdade eu reparei!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Venceram

A cabeça está confusa, vai e volta, idéias estranhas e completamente esquizofrênicas. Tem dia que é assim, não tem explicação. Pensei na morte precoce da modelo, puxa vida! A vida foi e passou como num flash. A infecção que matou a modelo foi causada por bactérias comuns (pseudomonas e estafilo), elas estão em qualquer lugar. Para que elas sobrevivessem e multiplicassem (as bactérias) a modelo teve que morrer (parece filme de terror de quinta categoria). Mais uma vez me faz pensar na proximidade entre a vida e a morte. As bactérias sobreviveram e a modelo se foi. Parece injusto. O mal ganhou do bem? Acho que não existe mal e nem bem. Existem casos e acasos. Não quero mais falar na vitória das bactérias, filhas da mãe, ganharam mais uma. Agora elas devem estar satisfeitas, atrás de outro Ser frágil, com seus exércitos invisíveis. Atacam sem alarde e cada vez mais se multiplicam; as armas usadas contra elas não servem mais. O pior é que quem oferta essas armas a elas, somos nós: fazemos antibióticos cada vez mais poderosos que são usados indiscriminadamente e com isso as fortalece. Isso é mais ou menos como fazer armaduras a um exercito que lutaremos amanhã. Chega, chega. Falei que não ia falar mais sobre isso. Deixa-me ir, porque hoje não é meu dia, talvez nem o seu. Estou indo enquanto a terra não pára!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Eis a questão

Por que será que o mundo é assim? Esse teor contestador, não existe só em mim. Quantas vezes nos pegamos com o X da questão no nosso pensamento. Em qualquer coisa que olhamos a pergunta está incrustada na primeira fala. Por quê? (o porquê tem um significado tão amplo que não consigo achar palavras para definir a profundidade desses porquês). Eis a questão, eu me pergunto. Muitas vezes esse porquê não achará resposta, ou simplesmente terá uma resposta somente pra ter, ou ainda, poderá ter respostas, pelo simples motivo de ser mais uma, sem sentindo ou direção, somente uma resposta sem a noção de onde veio e pra onde vai. Existem coisas que jamais terão uma simples resposta. Nada tem um só lado, as vertentes vão e vem e caem por barranco abaixo, desmoronando respostas feitas e construindo frases novas. Vida! Será você uma pergunta com muitas respostas ou uma pergunta respondida aos pouquinhos.
Por que uns vivem e outros sobrevivem. Porque existem diferenças raciais, diferenças de classes, diferenças de diferenças, diferenças e diferentes. São coisas que não sabemos o porquê, mais no fundo de toda essa duvida, o porquê sempre aparece; nem sempre aparece com palavras claras e fáceis de serem entendidas, aparecem em gestos, aparece em flores, aparecem em cores, podem vir em sons, muitas vezes aparece em sonhos. Filosofar sobre as diferenças me parece fazer entender mais sobre elas, ou não. Vamos comemorar as diferenças boas e nos entristecer com as diferenças desnecessárias. Enquanto isso a Terra não pára.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Meu partido é: MONA-BOM


Saia do meu caminho. Eu prefiro andar sozinho. Deixem que eu decida a minha vida. Não preciso que me digam. De que lado nasce o sol. Porque bate lá meu coração. Sonho e escrevo em letras grandes,de novo! Pelos muros do país. João! O tempo. Andou mexendo com a gente Sim! John! Eu não esqueço. A felicidade é uma arma quente... (Belchior)

A simplicidade e a profundidade das letras do Belchior são de impressionar. Em um país onde se valoriza o funk, o sertanejo ou o axé; personagens ímpares da música brasileira são deixados de lado. Vamos provocar um Movimento Nacional da Boa Música. Eu chamarei de MONA-BOM. Daqui pra frente dedicarei somente e exclusivamente à MONA-BOM. Sou partidário doente, mais extremista que o Hamas, mais fanático do que o IRA, mais idealizador que o ETA. Mas é obvio que não usarei a violência, usarei as letras das músicas, e farei com que todos sejam partidários do MONA-BOM. Viva o MONA – BOM, Pelo menos enquanto a Terra não pára.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009


Um pato foi visto voando, a debanda solitária foi coloca em jogo por todos. Enquanto todos buscam rumos novos, porque esse solitário ia em direção contraria? Nos dias de hoje, a educação é a busca mais concreta e consciente para um lugar ao sol. Se todos pensam em crescer, o caminho certeiro é lento, mas necessário. O lado a ser seguido por todos é um só, estudar, estudar, estudar e dedicar. Se a escassez intelectual e cultural atingiu a grande massa populacional, a maneira certa de consertar esse abismo que hoje existe é seguir a seta. A solução para recuperar um tempo perdido está nas indicações, se faltam placas indicando a direção, têm que buscar o rumo certo. A escola é a seta que indica o rumo certo. Se o pato voa em direção contraria, o problema é dele, vai virar patinho feio, não aquele das histórias, esse ao contrario do outro, não vai crescer e virar um cisne, esse patinho será feio mesmo. A educação é a solução para o futuro. Vamos cobrar escola, vamos cobrar qualidade, vamos colocar a seta na direção certa, vamos evitar os patinhos feios. Tudo isso vai acontecendo enquanto a Terra não pára.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Guerra dos mil dias


Estamos realmente em crise, isso é o acontecimento do ano velho que ainda persiste pelo novo ano. Os dias vão se atropelando, a economia continua em alerta, as pessoas continuam sendo vulneráveis aos fatos. No jornal só passa guerra. Se a disparada acontece em Gaza, o disparo aqui vem das armas, que matam. Nas estradas a guerra é clara, ou melhor, a guerra é esburacada. Passam os anos, passam os dias, e na verdade não há crise que acaba e não há guerra que termine. Tudo está como sempre, guerras e mais guerras, crises e outras crises. Se estivermos pensando que tudo isso vai acabar com um simples acordo de Paz, é mentira. Se alguém pensa que um David qualquer vai fazer à mágica e acabar com a violência, estará completamente enganado; que da sua cartola sairá uma bandeira branca e ela irá direto para topo do mundo, e isso bastará para a paz reinar, não se iluda, nada disso vai acontecer. A frase chave pra mim agora é adaptação sem acomodação. Não devemos acostumar com crise, devemos sobressair com ela; não podemos cair nos buracos estrada a fora, devemos desviá-los; não vamos guerrear com armas, vamos ser guerreiros sem elas. Na verdade a guerra não é dos mil dias, a guerra é eterna. A sincronia do planeta é perfeita, nós que fazemos a diferença. Tudo isso acontece enquanto a terra não pára!

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Tudo e nada


Agora tento lembrar as coisas que pensei mais cedo e não consigo mais. Lembro que pensei na vida, nas pessoas, nas imagens, nas loucuras, nas desavenças, em tantas outras coisas indecifráveis. Cada um de nós tem a própria vida, porque parar para ver a vida alheia? Esse interesse pelo outro não me conforma. Esse interesse alheio é vulgar. Se cada um tem seu lugar porque olhar para o vizinho?
Quero pensar agora em nada. Nada, nada, nada. Quando penso em nada, meu cérebro dispara, dispara como um filme no speed. Tudo passa tão rápido que não penso em nada. Adoro não pensar nada. Nada para mim é o infinito. Pensar em nada é pensar em tudo ao mesmo tempo. Isso tudo acontece enquanto a terra não pára.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Selva de pedra e capitalismo selvagem


Está na moda a palavra crise, pra tudo que está acontecendo à desculpa se dá por essa palavrinha mágica. A desculpa do presidente, do vendedor, do empresário e do gari, tudo é facilmente justificado pela magia dessa palavra. A vida continua correndo, o relógio continua contando os mesmos minutos e segundos, o sol se move e a lua aparece como sempre, a chuva cai e o vento passa e tudo continua como antes. Essa justificativa usada pra tudo nos dias atuais me incomoda, mas incomoda muito. Aparentemente a globalização faz com que isso tudo pareça estar sempre do nosso lado, bem aqui onde conseguimos tocar, mas nem sempre isso é a verdade. Quando escutamos que o problema é globalizado, intuitivamente nós esquecemos das pequenas coisas, porque um grande e enorme problema mundial nos faz pensar que os pequenos são e serão insignificantes perto do problema maior globalizado. Se a demissão em massa acontece, as demissões de gota a gota sempre aconteceram, mas tudo que é em montão aparece mais e todos se mobilizam com isso. Posso estar sendo um pouco cruel com minhas colocações, mas continuarei sendo cruelíssimo. Vejamos os grandes desastres que acontecem. São terríveis, morrem pessoas, sofrem famílias, perdem tudo que construíram com anos de trabalho, isso causa uma repercussão nacional, mundial é comovente. Mas e as coisas que acontecem no dia a dia, será que são menos importantes que tragédias que comovem? A globalização às vezes penso que é injusta, tem lugares que não estão preparados para tamanha modernidade, porque ainda vive na idade unitária não na idade globalizada. Temos que pensar em melhorar o que é nosso, começando pela unidade, depois passamos para federação, depois pra âmbito nacional, alcançaremos um lugar ao sol no mundo e quem sabe atingiremos o globo total (globalização) e depois ao invés de chamar globalização chamaremos de universalização, incluiríamos nossos amigos extra terrestre. Aí sim! Se tivermos uma crise universal, poderemos dar essa desculpa esfarrapada pra tudo que acontece. Salve o gari que está roubando, teremos que desculpá-lo, pelo fato de haver a crise. A crise sempre está com a gente, não existe ninguém que não tenha crise ao seu redor. Eu adoro a crise, a crise me fortalece, eu ganho de todas minhas crises. Eu sou forte igual ao He-man, e sabe qual é a crise do He-mam? O esqueleto. Vamos parar e pensar, enquanto a terra não pára.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008


"Se o Rádio Não Toca! A música que você quer ouvir. Não procure dançar. Ao som daquela Antiga valsa. Não! Não! Não! Não! Não! Não! Não! Não! Não! Não! Não! Não!... É muito simples! É muito simples! É só mudar a estação. É só girar o botão. É só girar o botão..."

Não digo nada, não falo nada, o livre arbítrio é seu, é meu, é nosso.
Essa música me remete a mudanças. Mudar é preciso, se o Raulzito conseguiu mudar, porque não conseguiriamos? Seguir o coração é importante, mas seguir a alma é fundamental. Salve, salve, meu tempo. Experiência me traz a paz. O tempo me mostra alma. Meu tempo é a calma e o tempo não pára; enquanto isso a terra nao pára.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Se olharmos para o planeta terra, veremos água em 70% do globo. Isso nos faz pensar o quanto esse nosso planeta é desconhecido. A vida está presente em tudo que olhamos: no céu, na terra e no mar. Cada dia que passa, novas espécies terrestres são conhecidas na mesma velocidade que outras espécies se extinguem. Esse contra-balanceio poderia até ser normal, se não fosse pelo modo em que essas espécies estão se extinguindo. O avanço inadequado dos seres humanos detona e destrói as espécies do nosso planeta terra. A extinção está em nossa volta; há espécies que irão acabar sem que haja nosso conhecimento, e outras acabarão com nosso consentimento. Na verdade, tudo isso que está acontecendo é muito complexo, é muito maior do que imaginamos, é o homem destruindo a natureza, é o homem destruindo a vida . Só quero mostrar que o preço de uma evolução despreparada é muito grande, e a pena para essa evolução é perpetua. Nunca salvaremos as espécies que já foram. Há tempo para parar, vamos manter a vida viva. Vamos preservar e proteger as espécies que ainda existem, está na hora da mudaça na atitude. Vamos deixar o que existe, protegendo nossas matas e mares. Isso tudo acontece em um só tempo, enquanto a terra não pára.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Um dia caça, o outro também.


Se alguém nesse planeta achar, que nós estamos aqui somente para sofrer as conseqüências, pobre engano. Estamos pra caçar. Somos caçadores fiéis das nossas mentes inconseqüentes. Se os meios justificam os fins, os ossos justificam a carne. Eu quero mostrar que cada ação humanóide, nem sempre reflete no próprio causador a dor ou o amor, o resultado da ação pode ser um efeito dominó, começando pelo vizinho e acabando no inimigo, às vezes destruindo um amigo. Ah vida cruel! Sem receita, nem bula; me diga o que estaria escrito se houvesse uma linha, certamente estaria em letras miúdas, nunca a decifraria. Oh vida louvável! Obrigado por não ter um roteiro, ainda bem que eu posso ser romeiro. Se é pra correr ou ficar, eu prefiro caçar. Se hoje é novembro, logo, logo, chega dezembro. Se hoje eu tenho minha caça, amanhã eu volto a caçar. Isso tudo acontece, enquanto terra não pára.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Que música é essa?


Se isso é o final dos tempos, ainda não sei. Mas que estamos andando em passos largos para o abismo, isso eu tenho certeza. Não quero saber de musiquinha de meia tigela, eu quero é meu velho e bom rock’roll. Não quero mais andar pelas ruas e escutar sons indecifráveis em carros com porta malas abertos. Não quero saber dessas músicas que hipnotizam pessoas, transformando-as em zumbis rebolantes, querendo cada vez mais agregar pessoas a esses estilos musicais deploráveis. Salve-me dessa, não caio nessa rede mafiosa e depressiva, eu não quero nem chegar perto. Odeio música ruim, odeio funk, odeio sertanajo, esse modismo que não acaba. Meu Deus, por que me deste essa cruz pra carregar, podia ter me dado outra coisa, menos o axé pra escutar. Cadê você Raul? Ressuscita! Pelo menos para mostrar a essas pessoas o que é uma música com ironia e inteligência. Volta somente uma semana Cazuza! Ensina ao Brasil qual é sua cara. Renato Russo, por favor! Cante para o caboclo o seu faroeste, e mostre a todos o que o sertanejo não sabe mostrar. A minha esperança nunca morre. E eu sei que isso vai mudar, mas tá demorando pra caramba. Graças a Deus como já dizia Cazuza, o tempo não pára. E para não esquecer Raulzito, quem vai ficar, quem vai partir? Dessa eu vou partir, enquanto a terra não pára.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Escolha sua escolha


Se o tempo não pára, as eleições já passaram e o caminho a ser trilhado continua. Por aqui tudo certo. A consciência parece estar no lugar de destaque, mas como mídia é a mídia, temos que agüentar uma repercussão que não acho necessária. Ter que escolher entre um tal de Obama e tal de McCain, parece ser tortura midiana, infelizmente ou felizmente minha escolha já foi feita, certa ou errada a minha escolha faz parte do meu cotidiano. Ver TV é um prazer, desde que não me venha com a globalização em pauta, trazer o preto e o branco, o bonzinho e o malvado, o certo e o errado, isso não me faz bem. Isso cansa, maltrata meu cérebro, enjoa. O que me mostram pela mídia é um lado, somente o lado que convém. Não tenho o respaldo necessário para fazer a escolha e na verdade nem tenho que fazer a escolha, minha escolha já foi sacramentada e sabe qual foi a escolha que eu fiz? Foi a escolha da honestidade, da verdade, a escolha do certo, não a escolha da dúvida, a escolha do claro, eu fujo do nebuloso, minha escolha é da esperança, fiz a escolha da verdade. Não me venha com burrices precepiais, não venham com frases prontas, não quero jóias, não quero tininos, não quero nada. Eu fiz a escolha, minha escolha é somente minha. Vou esperar. Enquanto isso, a terra não pára.

domingo, 26 de outubro de 2008

Evolução da espécie


O tempo passou, e ainda não me adaptei ao tal blog. Sinto que tentei, mas postar idéias diariamente por aqui ainda não é o meu forte. Mudando de alho pra bugalho, cada vez mais vejo que o tempo é sempre amigo do ser humano, o tempo passa e as mentes se adaptam a novas intenções, a novas situações. O que será que explica essa adaptação cerebral? Filosofando um pouco, essas adaptações cerebrais estão intimamente ligadas ao que pode ser consideradas forças do bem ou do mal. O nosso povo é relativamente novo em suas idéias e em seus ideais, o Brasil é um país de 200 anos, onde tudo começou errado, a influência que tivemos foi de um povo covarde que sem colocar a cara a tapa, saiu de Portugal por medo. Isso resultou em um atraso de pelo menos duas centenas de anos. Falo disso tudo para poder chegar aos dias atuais, onde a democracia reina de forma ainda desfalcada, mas com um cheiro de coisa boa, com gosto de evolução, com um jeito de progresso. Isso me faz respirar melhor, consigo ver o otimismo não só no povo em geral, mas na mente dos homens, que pouco a pouco estão aprendendo o caminho da dignidade e isso trás junto não só a felicidade, como também nos mostra a face mais humana de um povo sofrido e carente, deixando pra trás um pouco alegrias menos importantes e trazendo ao nosso dia a dia a verdadeira e eficiente evolução das espécies. Tenho a certeza de que Charles Darwin ficaria feliz se nos visse evoluindo dessa maneira. Estamos vivendo melhor com a inteligência e viva a evolução das espécies. Enquanto isso a terra não pára!

domingo, 12 de outubro de 2008


Se domingo é o começo ou o fim ainda não sei. Só sei que será o meu primeiro dia nesse tal de blog. Primeiro passo que eu segui foi saber o que era blog e me deparei com uma denominação extraodinária para essa palavra que soava quase como um alien na minha cabeça. Na minha pesquisa superficial pelo significado, identifiquei o sinônimo de blog, era tão profundo que eu parei, parei e de repente desanimei de continuar a pesquisar, simplesmente porque não me interessa saber o que é blog. Sabe por quê? Porque blog era tudo isso que eu estava fazendo, escrevendo um texto sem saber pra quem ou por que. Viva o blog, ou melhor, viva o weblog, viva a minha ignorância, viva todos que tem blog, viva também os que não têm. Viva, viva, viva. Enquanto isso a terra não pára!